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Entenda por que o Irã enfrenta uma nova onda de protestos

Crise econômica, repressão política e desgaste social explicam os protestos que se espalharam pelo país no início de 2026

Entenda por que o Irã enfrenta uma nova onda de protestos

Demonstrators walk toward the Iranian embassy during a rally in support of nationwide protests in Iran, in London, Britain, January 11, 2026. REUTERS/Isabel Infantes

O Irã vive uma nova onda de protestos em diferentes cidades do país, resultado de um acúmulo de fatores econômicos, sociais e políticos que vêm se intensificando nos últimos anos. As manifestações ganharam força no fim de 2025 e se mantêm em janeiro de 2026, segundo reportagens da Reuters e da AFP.

O principal fator apontado é a crise econômica. O país enfrenta inflação elevada, desemprego, queda no poder de compra e forte desvalorização da moeda local, o rial. Sanções internacionais continuam limitando o comércio exterior e o acesso a divisas, o que impacta diretamente o custo de vida da população.

Além da economia, há um desgaste social profundo. Parte da população, especialmente jovens e mulheres, demonstra frustração com restrições políticas, sociais e individuais impostas pelo Estado. Esse descontentamento não surgiu agora, mas se acumula após sucessivos episódios de repressão a protestos anteriores.

As respostas do governo também alimentam o ciclo de protestos. Segundo organizações de direitos humanos citadas pela Reuters, as forças de segurança reagiram com prisões em massa, uso de força e restrições à internet, medidas que ampliam a tensão e dificultam a circulação de informações dentro do país.

Outro elemento central é a falta de canais institucionais de diálogo. O sistema político iraniano concentra poder e oferece poucos espaços para contestação formal, o que leva parte da população a recorrer às ruas como forma de expressão. Analistas apontam que isso transforma crises econômicas em crises políticas mais amplas.

O governo iraniano afirma que os protestos estão sendo incentivados por potências estrangeiras e diz que a situação está sob controle. Essa narrativa, no entanto, é questionada por observadores internacionais, que destacam a dimensão e a persistência das manifestações em diferentes regiões.

O atual cenário é visto como um dos momentos de maior pressão interna sobre o governo iraniano nos últimos anos, combinando crise econômica, insatisfação social e repressão política, com impactos que seguem sendo acompanhados de perto pela comunidade internacional.

Foto de capa: PBS

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