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Fãs do BTS protestam em Brasília contra o PL da Anistia e defendem a democracia

Coletivo ARMY Help The Planet entregou 180 mil assinaturas e participou de ato na Câmara ao lado de organizações pró-democracia

Fãs do BTS protestam em Brasília contra o PL da Anistia e defendem a democracia

No dia 7 de maio, o coletivo ARMY Help The Planet participou de um ato no Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília, contra o Projeto de Lei 2.858/2022, conhecido como PL da Anistia. O protesto incluiu a entrega de mais de 180 mil assinaturas da campanha Sem Anistia para Golpistas, organizada por diversas entidades da sociedade civil.

O que é o PL da Anistia

O PL 2.858/2022 propõe conceder anistia a pessoas investigadas ou condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Na data, extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, tentando abolir de forma violenta o Estado Democrático de Direito.

Embora seus defensores aleguem que a proposta busca promover pacificação nacional, entidades afirmam que ela viola a Constituição Federal de 1988, que considera esse tipo de crime inafiançável e imprescritível. Para os opositores do projeto, aprovar essa anistia significaria negar a justiça e comprometer a memória democrática do país.

Coletivo conecta cultura pop e ação política

O ARMY Help The Planet é formado por fãs do grupo sul-coreano BTS. Criado em 2020, o coletivo atua em campanhas sociais e políticas que associam o engajamento do fandom à participação cidadã. Entre outras ações, o grupo já promoveu campanhas de doação de sangue, combate à fome e mobilizações ambientais.

Na campanha contra o PL da Anistia, o coletivo usou as redes sociais para convocar apoiadores. Hashtags como #SemAnistia, #ArmyContraAnistia e #ArmyContraOPLdoGolpe foram amplamente divulgadas, aumentando o alcance da pauta. “Essa é uma demonstração clara de que a juventude está mobilizada e atenta. Ser fã também é ser cidadão”, afirmou Mariana Faciroli, advogada e codiretora do coletivo.

O protesto contou com a presença de entidades que integram o Pacto pela Democracia, como o Instituto Sou da Paz, Conectas, Instituto Lamparina e Nossas. Em nota, o Pacto afirmou que o projeto é inconstitucional, impopular e contrário ao espírito democrático da Constituição.

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Além do manifesto entregue aos parlamentares, a mobilização também visou impedir que o projeto volte à pauta da Câmara. Atualmente, a decisão sobre o andamento da proposta está nas mãos do presidente da Casa, Hugo Motta.

O projeto ainda está em tramitação. Embora haja resistência por parte de parlamentares e da sociedade civil, não houve arquivamento definitivo. O presidente da Câmara já declarou que não pautará a proposta sem consenso partidário e análise de constitucionalidade. Mesmo assim, líderes da extrema-direita aguardam o enfraquecimento da mobilização pública para tentar retomar o avanço do texto.

Fonte: Estúdio Verbo/Release | Foto: Divulgação ARMY Help The Planet

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