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Nova rota entre China e Amazônia abre espaço para açaí, cacau e café brasileiros no mercado asiático

Primeiro navio da conexão direta chega neste sábado e reforça o interesse chinês por produtos amazônicos que já fazem parte das tendências de consumo e estilo de vida na Ásia

Nova rota entre China e Amazônia abre espaço para açaí, cacau e café brasileiros no mercado asiático

O açaí, o cacau, o chocolate e até o café brasileiro estão prestes a ganhar novos caminhos para chegar ao outro lado do mundo. No sábado, 30 de agosto, o primeiro navio da nova rota marítima que liga diretamente o Porto de Gaolan, na China, ao Porto de Santana, no Amapá, atraca no Brasil. A conexão inédita reduz tempo e custos de transporte, mas também aponta para algo além da logística: o encontro entre culturas por meio da alimentação.

Na China, tendências de consumo ligadas à saúde e ao estilo de vida já vêm abrindo espaço para os chamados superfoods. O açaí, por exemplo, é visto como alimento energético e associado a uma rotina jovem, fitness e cosmopolita. O café brasileiro, que hoje tem consumo ainda modesto no país asiático, é apontado como um mercado com enorme potencial. Já o cacau e o chocolate, com apelo gourmet e artesanal, conquistam cada vez mais espaço entre consumidores que buscam experiências sensoriais.

Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota representa uma oportunidade única de valorização da bioeconomia da Amazônia. Além de exportar matéria-prima, o objetivo é fortalecer a industrialização local, agregando valor a produtos como açaí, cacau, castanha e pescado.

O movimento mostra que a relação entre Brasil e China não se resume a soja e minério. A biodiversidade amazônica começa a se conectar de forma mais direta ao cotidiano do consumidor asiático, seja em cafeterias modernas de Xangai, seja em drinks energéticos de Hong Kong ou em chocolates premium em Pequim.

Essa aproximação também amplia o diálogo cultural: sabores brasileiros que já inspiram chefs e consumidores na Ásia agora têm caminhos mais curtos e acessíveis para conquistar novos paladares.

Fonte: Eduardo Biagini | Agência Gov | Foto: Divulgação

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