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Ex-presidente da Coreia do Sul pode enfrentar pedido de pena de morte por tentativa de golpe

Yoon Suk Yeol é julgado por insurreição após decretar lei marcial em 2024, caso provocou uma das maiores crises políticas do país

Ex-presidente da Coreia do Sul pode enfrentar pedido de pena de morte por tentativa de golpe

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O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, pode ter contra si um pedido de pena de morte ou prisão perpétua em um julgamento que analisa sua responsabilidade na tentativa de impor lei marcial no país em 2024, segundo informações da Reuters.

Yoon é acusado de liderar uma tentativa de insurreição ao decretar lei marcial em dezembro de 2024, uma medida extrema que suspendeu temporariamente o funcionamento do Parlamento e gerou forte reação política e social. A ação durou cerca de seis horas, mas foi suficiente para causar uma crise profunda em um país conhecido por sua estabilidade democrática.

De acordo com os promotores, Yoon e o então ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, teriam começado a planejar a medida ainda em 2023, com o objetivo de enfraquecer o Parlamento, concentrar poderes no Executivo e prender adversários políticos, incluindo o então líder da oposição, Lee Jae Myung.

A acusação também afirma que o grupo tentou criar um pretexto para a lei marcial ao aumentar artificialmente as tensões com a Coreia do Norte, inclusive por meio de uma operação secreta com drones. Para os promotores, essas ações configuram uma tentativa clara de subverter a ordem democrática.

A legislação sul-coreana prevê pena de morte ou prisão perpétua para crimes de insurreição. Embora a Coreia do Sul não realize execuções desde 1997, a pena de morte ainda existe legalmente no país.

Nesta sexta-feira, 9, o tribunal de Seul decidiu adiar o pedido formal de sentença para a próxima semana, após mais de 12 horas de debates. Os advogados de defesa ainda não concluíram suas argumentações, e uma nova audiência foi marcada para o dia 13 de janeiro. A decisão final do tribunal é esperada para fevereiro.

Yoon nega todas as acusações. Ele afirma que, como presidente, tinha autoridade legal para decretar lei marcial e que sua intenção era alertar a população sobre o que chamou de bloqueios políticos impostos pela oposição.

Após o episódio, Yoon sofreu impeachment e foi oficialmente removido do cargo pela Corte Constitucional. Uma eleição presidencial antecipada, realizada em junho do ano passado, levou Lee Jae Myung à presidência, encerrando um dos períodos mais turbulentos da política sul-coreana recente.

Além deste processo, Yoon ainda responde a outras acusações criminais, incluindo abuso de poder e obstrução da execução de um mandado de prisão, ampliando o impacto jurídico e político de seu legado como presidente.

Fonte: (1) | Foto de capa: AFP

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