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Coreia do Sul legaliza tatuagem por não médicos após 33 anos

Após 33 anos, Coreia do Sul autoriza tatuagens feitas por não médicos, mas proíbe o procedimento em menores sem consentimento

Coreia do Sul legaliza tatuagem por não médicos após 33 anos

Nesta quinta-feira (25), a mídia sul-coreana noticiou que, após 33 anos de proibição, o país legalizou a tatuagem feita por não médicos. A decisão foi possível graças à aprovação de uma nova legislação no Parlamento, ocorrida em setembro, marcando uma mudança histórica nas normas de saúde pública. A nova lei cria uma licença profissional exclusiva para tatuadores, exigindo aprovação em exame nacional e regras rígidas de higiene e segurança no exercício da atividade.

A partir da nova legislação, apenas pessoas que obtiverem licença após aprovação em exame nacional poderão realizar tatuagens e maquiagens semipermanentes na Coreia do Sul. Embora a prática seja autorizada, a remoção de tatuagens continuará proibida, mesmo para profissionais licenciados. Além disso, a nova norma proíbe tatuagens em menores de idade sem o consentimento formal dos responsáveis, reforçando a proteção à saúde de jovens. O governo também exige que todos os tatuadores realizem treinamentos obrigatórios sobre higiene e segurança, como forma de prevenir riscos à saúde pública.

Coreia do Sul legaliza tatuagem por não médicos após 33 anos
Foto: Divulgação/Yonhap News

Segundo a Yonhap News, os tatuadores precisarão registrar e armazenar informações detalhadas de cada procedimento, incluindo data, tipo e quantidade de tinta, além da área tatuada. Essa exigência busca garantir rastreabilidade e responsabilidade em caso de reações adversas ou complicações médicas.

A lei prevê um período de transição: entrará em vigor dois anos após a data de promulgação e, durante esse tempo, haverá regras especiais para registros provisórios. Essa fase permitirá que profissionais já atuantes se adequem à nova legislação, desde que cumpram os critérios exigidos.

Desde 1992, a tatuagem feita por não médicos era considerada um ato ilegal, após decisão da Suprema Corte que classificou a prática como um procedimento médico. Com a nova lei, o país reconhece oficialmente a tatuagem como uma profissão autônoma e regulamentada, marcando uma mudança histórica no setor.

Fonte (1). Foto destaque: PIXABAY

Socióloga e publicitária em formação, pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e pela UNOPAR, respectivamente. Atualmente, atuo como redatora do Portal Asia On e do It Life, além de trabalhar como social media e fazer cobertura de shows e eventos.

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