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Polícia da Coreia do Sul pede prisão preventiva de Bang Si-hyuk, presidente da HYBE

Fundador da empresa responsável por BTS e NewJeans é acusado de obter 190 bilhões de wones em ganhos ilegais no processo de abertura de capital em 2019

Polícia da Coreia do Sul pede prisão preventiva de Bang Si-hyuk, presidente da HYBE

A Polícia Metropolitana de Seul pediu nesta terça-feira (21) mandado de prisão preventiva contra Bang Si-hyuk, presidente da HYBE.

A Unidade de Investigação de Crimes Financeiros indiciou o executivo por negociação fraudulenta e desleal e solicitou sua custódia. O pedido foi formalizado um dia depois de o comandante Park Jung-bo afirmar em coletiva que a investigação estava essencialmente concluída e deveria terminar em breve.

Bang é investigado por suposta violação da Lei do Mercado de Capitais. Segundo a polícia, ele teria obtido cerca de 190 bilhões de wones em ganhos irregulares durante o processo de abertura de capital da HYBE, em 2019. O valor corresponde a aproximadamente 129 milhões de dólares.
O executivo está proibido de deixar a Coreia do Sul desde agosto de 2025.


Entenda o caso

As acusações tratam do período anterior ao IPO da HYBE, quando a empresa ainda operava sob o nome Big Hit Entertainment. Bang teria informado a investidores iniciais e fundos de capital de risco que a companhia não pretendia listar ações na bolsa. A orientação levou parte dos acionistas a vender suas participações a um fundo de investimento privado ligado a executivos da própria empresa.


Após a listagem, em outubro de 2020, o fundo revendeu as ações e obteve lucro expressivo. Bang teria recebido cerca de 30% desses ganhos por acordo paralelo não divulgado ao mercado.


A polícia já ouviu o executivo cinco vezes desde o início da investigação, em dezembro de 2024. Em novembro de 2025, a Justiça sul-coreana bloqueou 156,8 bilhões de wones em ações da HYBE pertencentes a Bang, como garantia para eventual processo.


Com o pedido formalizado, o Ministério Público irá decidir se encaminha o mandado à Justiça. O juiz responsável analisará a necessidade da medida antes de emitir a decisão. Caso o tribunal rejeite o pedido, a investigação pode perder força.


A HYBE não se manifestou sobre o novo pedido até o fechamento desta matéria. A empresa afirmou anteriormente ter cumprido a legislação vigente durante o processo de listagem.

Fonte: (1) | Foto: Divulgação

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